
Em seguida a “Skins,” Chaske apareceu na mini-série de TV de Steven Spielberg “Into the West,” antes de Haynes escalá-lo na série “Twilight”.
“Você sabia que ele ia fazer algo grande, mas foi surpreendente quando ele conseguiu um papel premiado assim,” Peterson disse, e acrescentou que a autora da série, Meyer, contou ao diretor do filme que, quando ela imaginava o personagem Sam Uley nos livros, Chaske é quem ela visualizava.
“Chaske é um ator talentoso que batia com a descrição do papel – então para mim foi sempre óbvio que ele devia ser considerado para ‘Sam,’” Haynes disse. “Entretanto, houve muita competição para ‘Sam’ — e para todos os papéis do Wolf Pack — então não foi um processo simples, fácil. Vimos centenas de audições para cada personagem.”
Chaske disse que quando descobriu que tinha conseguido Sam, ele ficou surpreso, mas feliz.
“Eu não sabia se conseguiria o trabalho ou não,” ele disse. “Eu realmente gostei do papel, mas às vezes não cabe a você decidir.”
Para o filme, no qual a maior parte do tempo das cenas é passado sem camisa, Chaske disse que malhou com um treinador e ganhou 10 kg de músculos.
Bonito e forte, o ator tem traços marcantes, com uma intensidade e profundidade em seus olhos escuros. Nas fotos em que ele está sorrindo, seus olhos se suavizam e as linhas se aprofundam junto com seu sorriso.
Chaske significa “primogênito” em Lakota. Ele tem duas irmãs mais novas, e ele é um membro inscrito da tribo Assiniboine Sioux, por parte de mãe, e da tribo Nez Perce, por parte de pai.
Sua mãe disse que tentou expor seus filhos a uma diversidade de culturas enquanto eles estavam crescendo, ao mesmo tempo em que os mantinha firmes em suas raízes de sua cultura nativa americana.
Para Chaske, sua herança tem sido, ambos, uma bênção e uma sina. Ele tem muito orgulho de alguns papéis como Nativo Americano, ele disse, ao passo que alguns outros, ele fez audições apenas porque precisava do trabalho.
“É uma faca de dois gumes,” ele disse. “Perdi papéis porque não era índio o suficiente. Não consigo compreender, e não quero desperdiçar meu tempo tentando entender isso.”
Ser índio deu a ele o papel de Sam, ele acrescenta, pelo que ele é grato.
“É legal porque é muito contemporâneo,” Chaske disse. “Não é só pele e pena.”
E a exposição que ele tem recebido com “Twilight: New Moon” tem ajudado-o a conseguir papéis de não-nativos, assim como a lançar sua própria companhia de produção, a Urban Dreams.
“Os filmes da saga Twilight estão permitindo a uma nova geração de atores de Primeiras Nações serem descobertos pelo grande público,” disse Haynes. “Isso é muito legal e muito animador!”
O conselho de Chaske para os garotos que vivem em cidades pequenas e que podem estar sonhando em algum dia estar em seu lugar?
“Você tem que estudar. Estude o seu ofício. Saiba suas falas,” ele disse. “Leve isso a sério, porque tem outro cara que é mais talentoso ou mais bonito que você que pode estar por aí. Trate cada projeto como o seu primeiro.”
Haynes, Peterson, e a família de Chaske, todos concordam com seu talento inato, mas o próprio Chaske desconversa.
É sorte,” ele disse. “Eu tenho muita sorte.”
Mas não pense nem por um Segundo que toda essa fama está subindo à cabeça de Chaske. Quando perguntado sobre a coisa da qual ele mais se orgulha até agora, ele mão respondeu com um filme ou o nome de um personagem que interpretou.
“A habilidade de reconhecer quando algo é bom,” ele disse. “E de não tomar as coisas por verdade sem questionar.”